Ver sofrer, faz bem; fazer sofrer, melhor ainda: aí está um duro
princípio, mas um princípio fundamental antigo, poderoso, humano,
demasiado humano, ao qual talvez subscrevessem os macacos, porque, de
fato, diz-se que com a invenção de bizarras crueldades já prenunciavam o
homem e precediam sua vinda. Sem cruel-dade não há festa: é isso o que
ensina a mais antiga e longa história do homem; no castigo há muita
festa! (NIETZSCHE, op. cit., pp. 64-65)
"Loucura, eu penso, é sempre um extremo de lucidez. Um limite insuportável."
segunda-feira, 7 de maio de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Eu não ia me conformar de ver meu filho de vez em quando, dele crescendo longe de mim.Não, o filho tem que ficar junto do pai, tem que aprender as coisas que ele tem pra ensinar.Não adianta o pai dizer que uma coisa é certa, o filho tem que ver o pai fazer a coisa certa, aí sim o filho aprende. Eu não gosto do que eu vejo aqui sabe? que um pai, só pode ver o filho se um juiz deixar. O pai tem que colocar o filho na cama pra dormir, um pai tem que levar o moleque pra lida, tem que contar as histórias que ouviu do pai, do avô. Se eu tenho um filho pra criar, eu, eu vou criar. Eu não passo essa responsabilidade, nem essa alegria pra ninguém mais.
Rodrigo em: Amor, eterno amor.
sábado, 21 de abril de 2012
Foice, o tempo.
Você me pediu perdão como se pudéssemos remover com uma borracha nosso pequeno e trágico passado. Mas eu te perdoei porque não consigo gastar um átimo de segundo da minha existência guardando qualquer sentimento por você. E para te perdoar, precisei perdoar também a mim mesma pela armadilha que criei quando eu estava triste e desorientada demais para achar que você pudesse me dar qualquer tipo de direção e desabei nos seus braços e me deixei levar pelas suas mentiras caudalosas. E você, com sua personalidade nociva e perversa, e por viver tão afundando na ignorância de ser quem é ainda pensou que ser perdoado era um passaporte para qualquer tipo de aproximação.
Não. Agora eu tenho sanidade para fazer escolhas certas e não estou mais frágil como antes. O que você me causou e as consequências graves que tive que administrar sozinha, por causa da sua covardia, me fortaleceram de tal forma, que o meu horizonte interno se ampliou no peito e nos olhos e o meu tamanho teve que ser aumentando para comportar tantos aprendizados. Por isso, a pessoa que consegue te perdoar hoje, não é a mesma que você feriu com toda crueldade que eu não sabia ser possível num ser humano considerado socialmente normal.
O mal que você tem feito a si mesmo, não é mais problema meu e a minha presença seria um presente dado a alguém que não tem a menor condição de receber o que é bom. Eu poderia ter ajudado você a se lapidar com a minha predisposição para o amor. Mas você, acostumado a viver na escuridão, não soube suportar a minha luz.
Espero que encontre alguma paz se algum dia conseguir e quiser viver dentro da honestidade.
*
Marla de Queiroz
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
6 meses!
Amor incondicional *---*
O tempo realmente voa! Hoje, Henrique completou 6 meses de vida. Já parece que faz uma eternidade que nos conhecemos. E o tamanho dele então? Ele está tão grande que não dá nem pra acreditar que estava dentro de mim.
Ao fim de tudo
Minhas lágrimas não caem mais,
Eu já me transformei em pó
E os meus gritos não se escutam mais
Estão na direção do Sol
Meu futuro não me assusta ou faz
Correr pra desprender o nó
Que me amarra a garganta e traz
O vazio de viver só...
Se alguém encontrou um sentido para a vida, chorou
Por aumentar a perda que se tem ao fim de tudo transformando o silencio que até então é mudo
Naquela canção,
que parece encontrar a razão
Mas que ao final se cala frente ao tempo que não para frente a nossa lucidez.
Meu futuro não me assusta ou faz
Correr pra desprender o nó
Que me amarra a garganta e traz
O vazio de viver só...
Eu já me transformei em pó
E os meus gritos não se escutam mais
Estão na direção do Sol
Meu futuro não me assusta ou faz
Correr pra desprender o nó
Que me amarra a garganta e traz
O vazio de viver só...
Se alguém encontrou um sentido para a vida, chorou
Por aumentar a perda que se tem ao fim de tudo transformando o silencio que até então é mudo
Naquela canção,
que parece encontrar a razão
Mas que ao final se cala frente ao tempo que não para frente a nossa lucidez.
Meu futuro não me assusta ou faz
Correr pra desprender o nó
Que me amarra a garganta e traz
O vazio de viver só...
Cidadão Quem
Copo vazio
É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
É sempre bom lembrar
Que o ar sombrio de um rosto
Está cheio de um ar vazio,
Vazio daquilo que no ar do copo
Ocupa um lugar.
É sempre bom lembrar,
Guardar de cor que o ar vazio
De um rosto sombrio está cheio de dor.
É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho,
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor.
Que a dor ocupa metade da verdade,
A verdadeira natureza interior.
Uma metade cheia, uma metade vazia.
Uma metade tristeza, uma metade alegria.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
É sempre bom lembrar
Que o ar sombrio de um rosto
Está cheio de um ar vazio,
Vazio daquilo que no ar do copo
Ocupa um lugar.
É sempre bom lembrar,
Guardar de cor que o ar vazio
De um rosto sombrio está cheio de dor.
É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho,
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor.
Que a dor ocupa metade da verdade,
A verdadeira natureza interior.
Uma metade cheia, uma metade vazia.
Uma metade tristeza, uma metade alegria.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
Chico Buarque
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Sobre cada dia ela se equilibrava nas pontas dos pés...
Sobre cada dia ela se equilibrava nas pontas dos pés, sobre cada frágil dia que de um instante para outro poderia se partir e cair em escuridão. Mas ela milagrosamente o atravessava e exausta de alegria e cansaço chegava a dormir para o dia seguinte surpreendida recomeçar.
Clarice Lispector
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