quinta-feira, 9 de dezembro de 2010



hasuashuahsuahsuahsuahushau

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010




“Aquilo que é bom, e de verdade, e forte, e importante - coisa ou pessoa - na sua vida, isso não se perde.”


Caio Fernando Abreu 

A carapaça da lagosta | Quando MUDAR significa SOBREVIVER.



A lagosta vive tranqüilamente no fundo do mar, protegida pela sua carapaça dura e resistente. Mas, dentro da carapaça, a lagosta continua a crescer. Ao final de um ano, sua casa fica pequena e ela tem de enfrentar um grande dilema: ou permanece dentro da carapaça e morre sufocada ou arrisca sair de lá, abandonando-a, até que seu organismo crie uma nova carapaça de proteção, de tamanho maior, que lhe servirá de couraça por mais um ano.


Vagando no mar, sem a carapaça, a lagosta fica vulnerável aos muitos predadores que se alimentam dela. Mesmo assim, ela sempre prefere sair. Dentro da carapaça, que se transformou em prisão, ela não tem nenhuma chance. Fora, sim. Também nós, muitas vezes, ao longo da vida, ficamos prisioneiros de várias carapaças: os hábitos repetitivos, os condicionamentos alienantes, as situações às quais nos acomodamos mas que, exauridas e desgastadas, nada mais têm para nos oferecer. E acabamos, por falta de coragem de mudar, nos acostumando ao tédio de uma vida monótona que, fatalmente, como a velha carapaça da lagosta, acabará por nos sufocar.


Façamos como a lagosta: troquemos a velha e apertada carapaça por uma nova. Mesmo sabendo que, por algum tempo, estaremos desprotegidos ao enfrentar uma nova situação. Largar o velho e abraçar o novo é, muitas vezes, a única possibilidade de sobreviver por mais um ano. Até que cresçamos ainda mais e, novamente, tenhamos de mudar de carapaça.


Luis Pellegrini

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

São e sim.



[...] E tanto se misturaram um no outro, se usaram, se lambuzaram deles dois, se fundiram. Só os dois. Os dois a sós. Sugaram a energia de seus entregues. Foram tanto, que transboradaram os corpos e sobraram eles. Quando se encontram, fingem. Fingem que não se importam, que não ligam, que não sentem, que não lêem, que as mãos não suam. Fingem que não sentem falta, que não pensam. Fingem para fazer de conta que não. Mas são e sim. Fingem que é o fim. Fingem que os olhos não se procuram. Fingem, mas seus corpos sorriem. Fingem, mas tem um povaréu dentro que grita saudade. Fingem. Só. Porque sabem que um do outro fazem parte, que ainda há sede para tomarem eles que sobraram. Fingem, mas se reconhecem em qualquer vida, no verão, de pernas cruzadas, de máscaras, no paraíso ou no inferno. No dia do juízo ou no inferno.


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Trecho de personagens - Fernand's



Qualquer semelhança com a realidade, 
não é mera coincidência. 

Vergonha dos pés



Por isso centenas leis, promessas, amarras e justificativas. Que levam os amantes para um só lugar, o umbral dos corações, o nada. Toda pessoa que amou sabe o que é isso e suspira profundamente, tentando expelir este vazio da boca. Mas, já tem a alma como uma blusa de seda furada com um broche. Não há nada o que se fazer a respeito. Nada. Pois o vazio está tão presente quanto o oxigênio que os pulmões bombeiam. É o estado terminal alcançado pela desvalorização de um grande amor. Quando está morto feito um boneco suspenso por fios de náilon. E é deixado assim, como cadáver à mostra, para que todos vejam. Permitindo e aguardando o final mais triste, quando a carniça tomba depois de ser mordida por centenas de urubus. A metáfora poderá parecer por demais exagerada, mas que seja. É essa correta descrição de um amor carregado pela comodidade. E, para ratificar a feiúra deste costume tão humano, pode-se comparar o fim do amor como uma feira, que começa cheia de flores e frutas perfumadas e termina com lama e restos. 

Fernanda Young 


sábado, 4 de dezembro de 2010



Nenhuma mulher deve esquecer que ela não precisa de ninguém que não precise dela!!


A diva, Marilyn Monroe

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010